SliTaz GNU/Linux official and community documentation wiki.
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Ferramentas do Sistema

Dispositivos e acesso a discos

Com o Linux, os discos e as mídias USB são considerados dispositivos. Para acessá-los é necessário montá-los num ponto de montagem (um diretório). No SliTaz, os dispositivos podem ser montados através de uma interface gráfica, usando o mountbox, ou através da linha de comandos. Para montar a primeira partição de um disco rígido em /mnt/disk:

# mkdir -p /mnt/disk
# mount /dev/hda1 /mnt/disk

Para montar um CD-ROM ou uma mídia USB devem ser usados pontos de montagem localizados em /media. Note que, para um CD-ROM, basta especificar o caminho do dispositivo e que também já existe um ponto de montagem para um disco USB:

# mount /dev/cdrom
# mount /dev/sda1 /media/flash

Sistema de Arquivos ntfs

Caso seja necessário acesso de leitura e escrita em um sistema de arquivos ntfs do Windows deve-se instalar pacotes adicionais a partir do mirror. O driver ntfs-3g permite um acesso estável a partições NTFS e o pacote ntfsprogs fornece ferramentas de manipulação que dependem do fuse. Note que as partições NTFS podem ser formatadas, movidas ou redimensionadas em modo gráfico com o programa Gparted.

Usuários, grupos e passwords

Para gerenciar usuários e grupos no SliTaz é necessário usar a linha de comando, mas as permissões dos arquivos podem ser alteradas em modo gráfico com o gerenciador de arquivos emelFM2. Para adicionar ou remover usuários e grupos, é necessário estar logado como root (administrador). O super usuário root pode também alterar todas as senhas de usuários, enquanto um usuário comum pode apenas alterar a sua própria senha. Para adicionar ou remover um usuário chamado linux:

# adduser linux
# deluser linux

Para adicionar ou remover um grupo, deve usar-se addgroup ou delgroup. Para alterar a senha do usuário atual ou a de um usuário específico, deve-se usar o comando passwd:

$ passwd
# passwd username

Grupo 'audio'

Para que um novo usuário possa ouvir música ou arquivos de áudio, ele deve pertencer ao grupo audio. Para adicionar um usuário ao grupo audio:

# adduser -G audio user_name

Linguagem e layout de teclado

O SliTaz armazena a configuração da localização geográfica em /etc/locale.conf, arquivo que é lido por /etc/profile a cada login, e a configuração do teclado é armazenada em /etc/kmap.conf. Estes dois arquivos podem ser editados com o editor de texto de sua preferência ou então configurados, respectivamente, com os comandos tazlocale e tazkmap. As configurações que você escolheu no primeiro boot podem ser alteradas digitando, root (administrador):

# tazlocale

Ou:

# tazkmap

Para listar todas as localizações geográficas disponíveis ou a sua configuração atual pode ser usado o comando locale, tanto como usuário comum quanto como root:

$ locale -a
$ locale

Shell Bash

No SliTaz estão disponíveis os shells ash e sh com uma ligação para Ash, que é o shell fornecido pelo Busybox. Caso pretenda usar o Bash (Bourne Again SHell), deverá primeiro instalar o pacote bash como root, copiar o arquivo .profile localizado na pasta home e renomeá-lo para .bashrc e, então, editar o arquivo /etc/passwd com o editor de sua preferência e mudar o shell para /:bin/bash.

# tazpkg get-install bash
# cp /home/hacker/.profile home/hacker/.bashrc
# Note root user: cp /home/hacker/.profile ~/.bashrc
# nano /etc/passwd   # :/bin/bash

No primeiro login posterior a estas operações o shell padrão será o bash, o que pode ser confirmado teclando env na linha de comando.

Editores de Texto

O Busybox fornece um clone do vi para a edição corriqueira de texto, mas esse editor possui limitações. Pode-se instalar o editor vim completo com o comando:

# tazpkg get-install vim

Ou, alternativamente, pode-se instalar uma versão mais leve do Emacs, oferecida pelo SliTaz

# tazpkg get-install emacs

Sudo

O comando sudo pode ser usado no SliTaz:

# tazpkg get-install sudo

Note que o arquivo de configuração /etc/sudoers deve sempre ser editado pelo comando visudo, como root, o qual 'tranca' o arquivo e checa por erros.

Relógio do Sistema

Para saber a hora e data atuais do sistema, basta teclar date. No SliTaz, o arquivo de configuração do fuso horário está armazenado em /etc/TZ e pode ser editado com o editor de texto de sua preferência ou pode-se, simplesmente, utilizar o comando echo para efetuar as alterações. Podem consultar-se os fusos horários disponíveis na pasta /usr/share/zoneinfo. Eis um exemplo, usando o fuso horário Europe/London (Europa/Londres):

# echo "Europe/London" > /etc/TZ

Rdate

Para sincronizar o relógio do sistema com um servidor NTS (network time server), pode-se usar, como root, o comando rdate -s:

# rdate -s tick.greyware.com

Para exibir a hora no servidor remoto, deve-se usar o comando rdate -p:

$ rdate -p tick.greyware.com

Hwclock

O comando hwclock permite sincronizar a hora do relógio de hardware com o do sistema e vice-versa. Para sincronizar o relógio do sistema com o do hardware ( –utc = hora universal, -l = hora local):

# hwclock -w --utc

Para sincronizar o relógio do hardware com o do sistema:

# hwclock -s --utc

Agendar a execução de comandos

O daemon 'crond' permite executar comandos automaticamente, agendando-os para um dia ou hora específicos. Isto pode ser de grande utilidade para tarefas de rotina, como é o caso da administração do sistema. A pasta usada pelo cron é /var/spool/cron/crontabs.

Cada utilizador do sistema pode ter as suas tarefas agendadas; estas são definidas no arquivo /var/spool/cron/crontabs/user. O utilitário crontab permite, entre outras funções, mostrar uma lista das tarefas de um utilizador específico. A sintaxe dos arquivos é a seguinte:

mm hh dd MMM DDD command > log

Como exemplo, iremos criar um arquivo com privilégios de administrador root e testar o daemon 'crond' com uma tarefa que será executada uma vez por minuto - escrever a data num arquivo chamado /tmp/crond.test. Note que este utilitário possui uma opção, crontab, que permite editar o arquivo cron usando o editor 'vi', que não é fornecido com o SliTaz. Em vez deste, pode-se usar o GNU nano (teclando <Ctrl+X> para gravar e sair do programa):

# nano /var/spool/cron/crontabs/root
* * * * * date >> /tmp/crond.test

Executar o crond com a opção -b (background), configurada a partir de /etc/daemons.conf e usando o script de inicialização:

# /etc/init.d/crond start

Você pode agora aguardar alguns minutos e, em seguida, ver o conteúdo do arquivo /tmp/crond.test:

# cat /tmp/crond.test

Para parar ou reiniciar o daemon crond:

# /etc/init.d/crond stop

Ou:

# /etc/init.d/crond restart

Executar o daemon crond a cada boot

Para executar o daemon 'crond' a cada boot do sistema, basta acrescentá-lo à variável START_DAEMONS no arquivo de configuração /etc/rcS.conf, quer antes quer depois do servidor web ou do servidor SSH.

Acrescentar comandos para execução durante o boot

Durante o processo de boot são executados alguns scripts que permitem configurar diversos serviços, caso da inicialização do servidor web, da rede, etc. No SliTaz, o script /etc/init.d/local.sh permite que sejam adicionados comandos que se pretendam executar durante a inicialização do sistema. Pode-se também criar novos scripts em /etc/init.d, ligações a estes em /etc/rc.scripts para scripts shell e, ainda, usar o arquivo /etc/rc.d para links ao daemon/script de inicialização em /etc/rcS.conf:

# nano /etc/init.d/local.sh